quarta-feira, 7 de maio de 2008

akif hakan celebi


A arte já sabemos nasce
da imperfeição das coisas
que trazemos para casa
com o pó da rua
quando a tarde finda
e não temos água quente
para lavar a cabeça.
Tentamos regular
com açudes de orações
o curso da tristeza

mudamos de cadeira
e levamos a noite
a dizer oxalá
como se a palavra
praticasse anestesia.



Nocturno, José Miguel Silva



13 comentários:

L. disse...

inshallah

menina tóxica disse...

ó menina, que posta mais bonita deixaste aqui*

Nogs disse...

Que texto curioso:)

Mas olha que já tentei esse "oxalá" e não é lá muito analgésico :P


Beijoca


A resposta à casa portuguesa vai por mail.:)

Vanessa disse...

Ojalá que las hojas no te toquen el cuerpo cuando caigan, para que no las puedas convertir en cristal.
Ojalá que la lluvia deje de ser milagro que baja por tu cuerpo, ojalá que la luna pueda salir sin tí, ojala que la tierra no te bese los pasos.

Ojalá se te acabe la mirada constante, la palabra precisa, la sonrisa perfecta, ojalá pase algo que te borre de pronto:
Una luz cegadora, un disparo de nieve, ojala por lo menos que me lleve la muerte, para no verte tanto, para no verte siempre, en todos lo segundos, en todas la visiones. Ojala que no pueda tocarte ni en canciones.

Ojala que la aurora no de gritos que caigan en mi espalda, ojalá que tu nombre se le olvide a esa voz, ojalá las paredes no retengan tu ruido de camino cansado, ojalá que el deseo se vaya tras de tí. A tu viejo gobierno de difuntos y flores.

Ojalá se te acabe la mirada constante, la palabra precisa, la sonrisa perfecta, ojalá pase algo que te borre de pronto:
Una luz cegadora, un disparo de nieve, ojala por lo menos que me lleve la muerte, para no verte tanto, para no verte siempre, en todos lo segundos, en todas la visiones. Ojalá que no pueda tocarte ni en canciones, ojalá pase algo que te borre de pronto: Una luz cegadora, un disparo de nieve, ojala por lo menos que me lleve la muerte, para no verte tanto, para no verte siempre, en todos lo segundos, en todas la visiones. Ojalá que no pueda tocarte ni en canciones.


Ojalá - Silvio Rodríguez

(lembrei-me desta música. agora que estás aí até já te respondo em espanhol... :p)

beijinho*

angela disse...

a palavra tantas vezes
doce anestesia

tantas vezes

Andreia Ferreira disse...

às vezes (tb) tenho a ligeira impressão que a arte é sempre levemente triste... ou então é apenas um reflexo dos meus olhos, de mim... ***

Queen Frog disse...

l.

importa menos a forma como se diz :)


menina tóxica,

:) olha quem fala! sempre coisas tão toxicamente lindas.


nogs,

sim!às vezes acontece acordar durante a noite e perceber q a anestesia n resultou!

:)C q então vizinhas?! :P


vanessa,

:P e c sotaque cubano!


angela,

e uma almofada de palavras :)*


andreia,

"E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não
"

Beijinhos

LM,paris disse...

Bonjour,
cheguei neste dia tao lindo ao seu grito claro, e nestas maos que se oferecem e protegem alguma gota de agua preciosa, ou ...one frog?
e neste oxalà anestésico tento acreditar.
Se abrir o olho malgré-moi, na tristeza esperançosa da noite que se estende, sei que vou acabar na luz.
a pintura d Paula, lOve, é o corpo todo a inteiro a vibrar.
Danço as personagens da Paula hà muito,grande obra.
Lindo o seu bog!
Cheguei pelas dispersas palavras e amigas do victor. bon dimanche. amitiés, lidia
LM

Queen Frog disse...

lm,

q bom a chegada da luz de paris aqui à minha casinha.
abro as janelas para deixar entrar a dança das tuas (tratemo-nos por tu?!) palavras.

q bom este encontro! já vi nos teus espaços q conjugas duas das minhas grandes paixões :)

Beijinho

LM,paris disse...

Dear Queen, your sweet frog is breathing on my land, jumping inter a large lago de nénufars brancos e trementes na luz intensa das tuas palavras tao amigas!
Em trilinguas falaremos, a mais aquelas do corpo, da pintura, das tensoes que elas provocam!
Que bom gostares de dança,tem sido
a minha vida, até ser possivel mexer um cilio so.
Bjos e merci do comentario,
adorei o encontro pela janela aberta.
" Entraste pela minha casa,
como os passaros, sem querer..." escrevi eu hà tempos de um amor que nao avisou...bjos
LM

Queen Frog disse...

lm,

:)))))

q delícia os amores q n avisam!

Besos

Sandra Costa disse...

Há palavras que anestesiam por muito tempo, outras por algum e outras nem chegam a conseguir fazê-lo... Muitas vezes sabemos que a anestesia não vai durar, que o efeito das palavras vai passar, mas mesmo assim elas são ditas e nós queremos acreditar, mesmo sabendo que o efeito vai passar. Oxalá o efeito não passasse, oxalá a anestesia das palavras durassse, mas o oxalá tem o tempo contado e quando ele acaba é duro ver que que está tudo na mesma!

Queen Frog disse...

sandrinha (minha linda!),

esperemos que novas palavras cresçam no abrir de um novo dia.

:)*