quarta-feira, 2 de abril de 2008

(Foto: Glumii)
Acrescentarei agora
ao fim da tarde: escrever
é também
lançar bóias
ao mar (é isso
que se chama
escrever
sobre a água). Ou atirar
em direcção ao sul
algumas garrafas vazias
e sem destinatário. E não haver,
por isso, salvação. Assim
o dizes, ao menos,
e eu acredito.
Albano Martins, Ao fim da tarde.

5 comentários:

Afronauta disse...

"Escrever é também lançar bóias ao mar" apenas quando os interlocutores são ilhas. Com algumas pessoas sinto-me solidamente ligado, mas com outras nem pontes me ligarão.

Afronauta disse...

O vermelho vivo do palpitar da vida em todo o seu esplendor em harmonioso contraste com a verde esperança de que a liberdade de navegar ao sabor das vontades permaneça.

Queen Frog disse...

afronauta,

penso q a escrita é uma procura de lançar essas pontes,sobretudo em nós. talvez seja por isso eminentemente solitária.

"vermelho vivo"...sabes q o nome do livro de onde tirei este poema é "Escrito a Vermelho".
E isso fez-me pensar q é essa é talvez a cor mais forte p se escrever. É uma cor vida. Uma cor que rasga.

Beijinho

Vanessa disse...

como eu adoro isto... :)

Queen Frog disse...

vanessa,

Albano Martins a arrasar-nos, n é assim?!

Beijinhos